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domingo, 21 de agosto de 2016

CAPÍTULO 11 – UMA VACINA CONTRA O CÂNCER DO PRECONCEITO



Uma Lei!
O Brasil é famoso por causa das leis que são criadas pelos parlamentares do colarinho branco. Não entendo quando o povo brasileiro vota num “palhaço” e faz cara feia com o casamento gay. Ah! Então você é cristão católico, evangélico ou protestante? Nossa! Os evangélicos odeiam serem chamados de protestantes. Nunca ouvi da boca de nenhum padre, pastor, rabino, muçulmano, ou seja, nunca escutei nenhum pecador falar aos meus ouvidos atentos e ao meu coração aberto que Deus julga, condena e/ou deseja o mal a qualquer ovelha desgarrada do rebanho. Antes de qualquer ato de autoridade deve prevalecer a beleza da piedade.
Deus pode tudo?! A única coisa que Deus não pode é deixar de nos amar. Deus tem uma predileção pelos pecadores. Qual a graça de salvar aqueles que já se consideram salvos? Quem ama deseja a felicidade do ser amado e somente é feliz aquele que exerce seus direitos e cumpre os seus deveres com liberdade e muito amor no coração. Ser feliz é poder ser você mesmo, sem máscaras, armários embutidos, quartos blindados, tetos de vidro, personagens criados para enganar e/ou impressionar a assembleia e/ou plateia, enfim, preconceitos! Deus defende o ser humano que escolhe trafegar livremente pelas veredas e campinas do amor, todavia, direciona o Seu rebanho para longe dos caminhos da LIBERTINAGEM. Creia, para ser feliz é necessário amor em quantidade, qualidade e liberdade... Ainda assim, sem os excessos proporcionados pela devassidão e promiscuidade... Espero algum dia poder respirar novamente um pouco deste tão PREDESTINADO sentimento de FELICIDADE sem recair no infeliz DESTINO daqueles que não seguem a Palavra de Deus... Deus não é o patrão que manda e nem a humanidade é o empregado que apenas obedece. Quando Deus Fala: “cresça e multiplique”, “ame ao teu próximo como a ti mesmo”, “ame a Deus sobre todas as coisas”, “não roube”, “não cobice a mulher do próximo”, “honre pai e mãe”, “guarde o sábado ou o domingo”, “retribua o Dízimo”, enfim, todos os mandamentos presentes nos Livros Sagrados, Ele não está dando uma ordem. Em meu humilde entendimento de leigo, creio veementemente que as Sagradas Escrituras nos revelam os caminhos do amor, mas somos nós que decidimos trilhá-los. Nós sempre podemos seguir o caminho do amor! Mas nem sempre o caminho do amor é o caminho que seguimos! Violência, morte ou vícios são alguns exemplos desse descaminho.
Os caminhos são DIVINAMENTE SANTOS ou ETICAMENTE ACEITÁVEIS. Costumo dizer que Deus escreve certo por linhas retas, o ser humano é que tem a “vista cansada”. Às vezes, sinto que a palavra ética também soa um tanto torta aos meus ouvidos “atentos” e ao meu coração “aberto”. Padres não se casam porque a Igreja proíbe, mas por decisão livre e espontânea. O celibato é uma decisão madura, tomada por uma mente e um coração já experimentados na vida (pelo menos deveria ser assim).
Casar ou não casar? Eis a questão!
Novamente vou “cutucar onça com vara curta”. Mas é por um motivo nobre. Afinal de contas, criticar é o meu forte! A minha principal função neste texto é fazer a luz reinar sobre a escuridão.
Para começar o “tiroteio verbal” vou fazer algumas perguntas básicas. Primeira pergunta: “Qual é a diferença entre Dogma Religioso e Direito Canônico?” Quem é católico sabe! Ou pelo menos deveria saber?! Segunda pergunta: “Para você a pedofilia é uma psicopatia grave, ou seja, um transtorno psicopatológico, ou você resumiria o diagnóstico do paciente em falta de sexo?” Terceira pergunta: “Você pensa que um padre para não se tornar um pedófilo necessariamente tenha que renunciar ao direito do celibato e contrair um matrimônio?” Se a sua resposta a esta pergunta foi “sim”, então você não soube responder as duas primeiras perguntas corretamente. Caso a sua resposta à última pergunta tenha sido “não”! Meus parabéns! Ou você é um fervoroso católico praticante, ou é um CDF em matéria de religião! Agora se preparem para as últimas perguntinhas: “Você sabe a diferença entre poder e dever? dogma e direito? amor e ética?” Bem, são questões como essas que deveriam povoar a imaginação de uma pessoa religiosa!
O limite de Deus começa justamente no ponto onde cresce o sentimento de amor pela humanidade. Deus não nos abandona, excomunga ou deseja o nosso mal.
Não estou aqui condenando quem defende a sua opinião... Apenas estou expondo a minha opinião. Talvez a minha opinião não seja a melhor, mas pelo menos ela não é imposta. Ofereço a minha cara a tapa para que outros não apanhem junto comigo.
Quero chamar a atenção para o fato de que no Brasil as leis não funcionam por um problema de ordem cultural. Comparem a Constituição Federal de um país desenvolvido com a Constituição Federal brasileira. No Brasil existem leis que não são cumpridas, porque são tão óbvias que chegam a ser ridículas. Se beber não dirija! Se dirigir não beba! A cultura do direito brasileiro é tão ridícula que a Lei Seca e a Lei Antitabagismo parecem até obras de uma mistura de “cachaceiro” com “Caipora”. Combater a pirataria vendendo DVDs originais com erros bizarros de gravação parece até uma piada sem graça. Mas aconteceu comigo! Comprei os filmes “Uma Mente Brilhante – DVD Duplo” com Russell Crowe e “O Aviador – DVD Duplo” com Leonardo DiCaprio. O resultado é que todos os DVDs originais comprados por mim deram uma dor no bolso bem maior do que todas as dores de cabeça que tive ao adquirir DVDs piratas. A loja era virtual. O atendimento era virtual. O PROCON é virtual. Mas o meu prejuízo foi bem real.
Agora os nossos competentes legisladores estão com a brilhante ideia de criar uma lei específica para cada tipo de preconceito. Minha opinião é a seguinte: Não sou louco o suficiente para estudar Direito nas Universidades brasileiras. A OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) que me perdoe! Não é o Curso de Direito que me amedronta, mas o fato de existirem legisladores dispostos a desfigurar o Estado brasileiro criando leis que só favorecem a eles e/ou iludem o povo. Legislar em causa própria até que dá para engolir, mas dar falsas esperanças aos brasileiros é inaceitável. Mais importante do que criar leis que somente tapam o Sol com a peneira é investir de forma quantitativa e qualitativa na Educação. No entanto, o brasileiro alienado é mais fácil de enganar e manipular na hora de negociar o voto que, no lugar de edificar uma nação, sustenta o monopólio de um partido que alimenta metade de um parlamento com políticos despreparados para tratar das questões coletivas, mas com PHD no tocante ao conhecimento das brechas da lei e do descumprimento do decoro parlamentar. Ética é uma palavra vazia nos corredores do Planalto. Infelizmente, não me isento de culpa por tudo que já foi dito neste capítulo! Sou suficientemente louco para eleger um “palhaço” que em vez de simplificar o preconceito, transforma-o em algo tão complexo, semelhante a uma grande pizza repleta de fatias minúsculas rodeadas por um pedaço dominante. O preconceito torna-se complexo até mesmo para os que sofrem com essa palavra! Afinal, o que é preconceito racial? O que é raça? Num país miscigenado como o Brasil, a cor da pele influencia na conquista de uma vaga na Universidade e no Mercado de Trabalho? Ou a condição social é o que divide o graduado do pós-graduado, o desempregado do dono de um grande conglomerado empresarial? E a homofobia é crime? O que é diferença de gênero? O que é crime de opinião? Quantos preconceitos existem na sociedade moderna? Quantas leis serão necessárias para alimentar a impunidade nesse país?
Preconceito, a própria palavra já a define, um pré-conceito concebido sobre alguma coisa ou sobre alguém. Geralmente isso ocorre quando existe a falta de conhecimento sobre um determinado ponto de vista. Vejamos um exemplo: um terreiro de candomblé, sobre um olhar de um protestante, muitas vezes, é visto como um lugar do demônio. Ora, tal protestante talvez nunca tenha entrado em um terreiro, como pode fazer esse julgamento? Dessa forma, muitos preconceitos surgem dessa falta de informação, conhecimento ou observação.
Assim, enxergo somente uma solução para esse problema: educação que promova uma revolução cultural. Não há outro meio. E essa educação não é simplesmente escolar, mas a integral: INDIVÍDUO, FAMÍLIA, ESCOLA, ESTADO.



FONTE: ARAÚJO, Denio Medeiros de; SIMPLESMENTE BIPOLAR; 1º Edição Digital, Caicó: Editora Blogger, 2016.

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