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domingo, 9 de agosto de 2015

JESUS, BREAD OF LIFE...

JESUS, PÃO DA VIDA


As autoridades judaicas, conhecendo a família de Jesus, não podiam aceitar que ele tivesse "descido do céu". Não conseguem alcançar a realidade profunda dos fatos: com Jesus, descido do céu, sacrificado na cruz e ressuscitado em meio a nós, acaba qualquer separação entre céu e terra.

Daí Jesus recorda o profeta Isaías (54,13), dizendo que "todos serão discípulos de Deus". As coisas de Deus já não se aprendem em escolas, com mestres de ensino, mas na vida concreta, diretamente do próprio Deus, encarnado em Jesus Cristo.

Por puro dom de Deus, temos em nós um ímã chamado , por meio da qual Deus atrai todos a ele. Indo a Jesus, vamos em direção à ressurreição, à vida eterna. Aprender de Deus é ir a Jesus, e ir a Jesus é assimilar seu modo de ser e agir, assimilar a vida que ele nos oferece, como pão que mata a fome e dá a vida que permanece para sempre...

No deserto, os hebreus se alimentavam de maná. Não sabiam o que era aquilo ("maná" em hebraico é uma interrogação que significa "o que é isso?"). Alimentavam-se de algo que não conheciam e acabaram morrendo antes de entrar  na terra prometida. Jesus, porém, é o pão descido do céu que mata a fome para sempre... Ele se deu a conhecer, e alimentar-se dele é ter a vida para sempre... Mas quanto realmente conhecemos de Jesus?

Se conhecer Jesus é ser "discípulo de Deus", assimilar a vida que ele oferece ao mundo permanece um desafio. A comunhão da qual participamos na eucaristia é o momento central de nossa missão, pois manifesta nossa identidade e um compromisso fundamental. Somos discípulos de Deus, que se revela em Jesus. Nós o vamos conhecendo, dele vamos aprendendo e com ele vamos assumindo o compromisso de saciar a fome do mundo. Fome de pão, de comida e de vida digna; fome de afeto, de carinho e de amor.

Somente conhecemos quando convivemos. Jesus se doa para a vida do mundo, e alimentar-nos dele é fazer o mesmo, doando mais que bens materiais, entregando ao mundo nossa própria vida.

FONTE DO TEXTO: Padre Paulo Bazaglia, ssp (SEMANÁRIO LITÚRGICO-CATEQUÉTICO - O DOMINGO - ANO LXXXIII - REMESSA XI - 09/08/2015 - Nº 38) 

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