quarta-feira, 8 de agosto de 2012

CONCÍLIO VATICANO II - 50 ANOS

LITURGIA e VIDA

Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o CAMINHO, a VERDADE e a VIDA; ninguém vem ao Pai senão por mim. (Jõao 14, 6)

O Concílio Ecumênico Vaticano II nos oferece preciosos ensinamentos sobre a LITURGIA na constituição denominada Sacrosanctum Concilium. Encontramos nessa constituição os princípios gerais da reforma e do incremento da LITURGIA; considerações profundas sobre a eucaristia e sobre os demais SACRAMENTOS. Ainda, ensinamentos sobre o ofício divino, o ano litúrgico, a música e a arte sacra.
Liturgia é família de Deus em festa. É celebração do mistério de Jesus Cristo e, particularmente, de Seu mistério pascal, centro da obra da salvação. Jesus Cristo, morrendo e ressuscitando, destrói a morte e nos dá a vida eterna. A Igreja, povo de Deus, que proclama e celebra a sua fé, é comunidade de culto e santificação. Com gratidão e alegria, vivemos e celebramos a fé recebida dos apóstolos. A LITURGIA supõe e alimenta a fé, que deve ser aprofundada pela CATEQUESE. Na liturgia, acontece a nossa salvação, a comunhão de vida com a Santíssima Trindade e com os irmãos. Toda a celebração litúrgica é louvor, adoração a Deus e compromisso libertador do próximo.
O DOMINGO, DIA do SENHOR, deve ser valorizado, centrando nossa vida na celebração da eucaristia e, na falta do BISPO e do PADRE, na celebração da PALAVRA de DEUS. Sem isso, o DOMINGO fica vazio. "Domingo sem missa é domingo sem graça".
O Concílio Ecumênico Vaticano II nos convida a formar EQUIPES DE LITURGIA  em nossas dioceses, paróquias e comunidades, para que todo o povo de Deus, reunido em festa, possa celebrar com entusiasmo e piedade o mistério de Nosso Senhor Jesus Cristo, seu mistério pascal, que nos comunica VIDA, e VIDA em PLENITUDE.

LITURGIA SEGUNDO O CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA:
“significa originalmente ‘obra pública’, ‘serviço da parte de/e em favor do povo’. Na tradição cristã ela quer significar que o povo de Deus toma parte na ‘obra de Deus’. Pela Liturgia, Cristo, nosso redentor e sumo sacerdote, continua na sua Igreja, com ela e por ela, a obra de nossa redenção” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1069, pág. 302).

Liturgia também pode ser entendida sob o ponto de vista LEIGO, como sendo SINAIS SENSÍVEIS que permitem a comunicação do ser humano com Deus e de Deus com o ser humano. São exemplos desses SINAIS: as cores litúrgicas (PRETO e/ou ROXO - simboliza LUTO; VERMELHO - simboliza um momento de SOFRIMENTO e RESIGNAÇÃO, por ser a cor do SANGUE DE CRISTO, o VERMELHO é muito utilizado na SEMANA SANTA e em FESTAS EM HONRA A SANTOS QUE FORAM MARTIRIZADOS; VERDE é a cor da ESPERANÇA e, por isso, é utilizada no TEMPO COMUM, o TEMPO COMUM é o período do ANO LITÚRGICO em que os cristãos esperam e alimentam a ESPERANÇA do (re)nascimento do menino Jesus (Período que começa logo após as comemorações festivas da Páscoa e culmina no Natal); BRANCO é a cor da PAZ, utilizado em PERÍODOS FESTIVOS (FESTAS DE PADROEIRO, NATAL, DOMINGO DE PÁSCOA...). Existem outras cores litúrgicas, mas o PRETO e/ou ROXO, VERMELHO, VERDE e BRANCO são as principais. Outros exemplos de SINAIS LITÚRGICOS são: presença de velas acesas no altar (simbolizando que Jesus é a LUZ do mundo); a cor e a forma das vestimentas e assessórios do PAPA, CARDEAL, BISPO, PADRE, DIÁCONO, COROINHA, MINISTRO DA EUCARISTIA, RELIGIOSOS(AS), LEIGOS(AS), etc; a ÁGUA também é um SINAL muito importante para os cristãos católicos, ÁGUA é sinal de PURIFICAÇÃO; o SAL para os cristãos católicos é um SINAL de PERSEVERANÇA, VIGOR e de PROSPERIDADE, haja vista que antigamente o SAL era muito usado para conservar os alimentos, com isso, quando Jesus Cristo fala: "vós sois o sal da terra" (Mateus 5, 13), Ele comunica que devemos ser FIRMES e PERSEVERANTES na FÉ; existem outros SINAIS e SÍMBOLOS que são utilizados para permitir a comunicação entre DEUS e os homens e entre os homens e DEUS. Contudo, é através das ORAÇÕES DIÁRIAS (que devem ser meditadas) e da leitura DIÁRIA das SAGRADAS ESCRITURAS (que devem ser meditadas) que podemos experimentar uma INTIMIDADE PROFUNDA com/em Deus... As portas do REINO de DEUS estão abertas para o aprofundamento da alma... Agora, basta você ENTRAR... Diga um SIM convicto a Deus e Ele retribuirá no tempo certo... Não seja ansioso, apenas tenha FÉ! 

Liturgia é um conjunto de SINAIS SENSÍVEIS e MUTÁVEIS, ou seja, há uma variação na FORMA como a LITURGIA é VIVENCIADA dependendo das tradições regionais e da cultura de um POVO (povo de DEUS). No entanto, tais variações devem respeitar os ensinamentos contidos no CÓDIGO DE DIREITO CANÔNICO e no CATECISMO da Igreja Católica.

O Código de Direito Canônico e o Catecismo da Igreja Católica podem ser acessados através do LINK abaixo::

http://www.vatican.va/archive/

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Atualmente, os(as) leigos(as) e religiosos(as) tem(têm) uma participação mais contundente na LITURGIA da Igreja Católica. É permitido ao POVO de DEUS participar da LITURGIA da Igreja Católica nas seguintes situações: Liturgia da Palavra (1ª e 2ª Leituras - Nas celebrações a leitura do EVANGELHO é reservada "apenas (mas não somente)" ao CLERO, composto pelo PAPA, CARDEAIS, BISPOS, PADRES, DIÁCONOS, LEITORES e ACÓLITOS; somente na ausência desses, a leitura do Evangelho é facultada aos demais membros da ASSEMBLEIA); Animação da Celebração Eucarística (MISSA), através de cânticos religiosos, peças teatrais que retratam situações inseridas dentro do cotidiano religioso; Acolhimento; ORAÇÕES da ASSEMBLEIA; Leitura dos SALMOS RESPONSORIAIS; etc...

LEIGO SEGUNDO O CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA:
O nosso Catecismo da Igreja Católica (CIC) diz que “todo leigo, em virtude dos dons que lhe foram conferidos, é ao mesmo tempo testemunha e instrumento vivo da própria missão da Igreja ‘pela medida do dom de Cristo’” (Ef 4,7) [CIC§913].

Cada leigo deve repetir com São Paulo: “Ai de mim se eu não evangelizar” (1Cor 9,16).

Leigo também pode ser entendido, como alguém que não tem respostas prontas para coisa alguma. Lembra muito aquela música de Raul Seixas: METAMORFOSE AMBULANTE. O LEIGO está sempre numa inquieta procura por respostas tanto no plano Espiritual como, também, no plano material. O LEIGO é um ser sedento pelo autoconhecimento e, principalmente, pelo conhecimento das coisas de Deus. 

OBSERVAÇÃO: A eucaristia é um SACRAMENTO que faz parte da LITURGIA.

Quem se interessar em conferir os Documentos do Concílio Vaticano II acessem o LINK abaixo:

OBSERVAÇÃO: Os Documentos do Concílio Vaticano II contidos no LINK acima foram traduzidos para várias línguas, inclusive o nosso bom e velho PORTUGUÊS.

FONTE: Semanário Litúrgico-Catequético 'O DOMINGO" (ANO LXXX - Remessa X - 29-07-2012 - Nº 36)
AUTOR DO TEXTO: Dom Angélico Sândalo Bernardino (Bispo emérito de Blumenau e membro do Instituto Jesus Sacerdote)

OBS - ALGUMAS PEQUENAS ALTERAÇÕES NO TEXTO FORAM REALIZADAS POR: Denio Medeiros de Araújo.

ALIMENTAR OS FAMINTOS

"Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus" (Mateus 4, 4)

O problema da fome no mundo - em que pese o avançado estágio atual da técnica - continua a ceifar muitas vidas e constitui um desafio para as autoridades, as instituições e a sociedade toda. A Igreja não deve se isentar dessa preocupação. Jesus Cristo envolve os discípulos na solução do problema: "Fazei sentar as pessoas". Os quatro evangelhos narram seis multiplicações de pães, o que mostra a importância que a Igreja primitiva dava ao assunto. A Igreja encontra a sua verdadeira identidade à medida que as necessidades dos outros se tornam assunto dela.
Alimentar os famintos é uma das "obras de CARIDADE" - certamente uma das mais NOBRES. Dar comida a quem tem fome não deve ser visto apenas como gesto de assistencialismo. Quem tem fome não pode esperar. Tal ação deve representar também e principalmente uma preocupação com políticas públicas em favor dos famintos e empobrecidos, voltadas à distribuição JUSTA de renda, à criação de empregos...
A desproporção constatada por André no Evangelho de João (6, 1-15) - cinco pães para cinco mil homens - é a imagem mais provocadora de uma Igreja pobre e modesta, composta de gente que "não conta". A desproporção se anula quando o pouco é distribuído, partilhado de maneira JUSTA. Preocupar-se com os famintos não é pedir a Jesus Cristo que transforme as pedras em pães. Significa, antes, aceitar que ele transforme NOSSO coração de pedra em coração de carne, capaz de saciar as pessoas com nosso serviço e nossa solidariedade, superando a cultura do INDIVIDUALISMO.
A questão do pão material está intimamente ligada à eucaristia. Não nos é permitido celebrá-la com a consciência tranquila enquanto houver alguém passando fome. Quando comungamos o pão eucarístico, devemos estar dispostos a partilhar também o pão material com os irmãos e irmãs necessitados. Quem não se dispõe a isso, como pode se aproximar de Jesus Cristo partilhado em alimento? Dividir o pão eucarístico é tarefa da Igreja tanto quanto a solidariedade e a partilha com os que sofrem a fome de pão material, síntese de todas as necessidades básicas da pessoa humana.

FONTE: Semanário Litúrgico-Catequético "O DOMINGO" (ANO LXXX - Remessa X - 29-07-2012 - nº 36)
AUTOR DO TEXTO: Padre Nilo Luza, ssp

OBS - O CONTEÚDO DO TEXTO SOFREU ALGUMAS PEQUENAS ALTERAÇÕES REALIZADAS POR : Denio Medeiros de Araújo