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quarta-feira, 18 de abril de 2012

"Rezai o terço todos os dias..."

A oração é uma arma de amor e um escudo de proteção poderosíssimo. Não importa se você é rico ou pobre, majestade ou plebeu, bonito ou feio, forte ou fraco, capitalista ou comunista, está na situação ou na oposição. O importante é ter um terço na mão e Deus no coração.


É cientificamente provado que orações realizadas constantemente e de forma repetida previnem ou retardam o surgimento de várias doenças mentais relacionadas à memória”. Além da Medicina, outra área beneficiada pela ciência é a nossa Convicção Religiosa. A Arqueologia é uma das ciências que mais corroboram a nossa fé em Cristo, vasculhando o passado do cristianismo. Foi numa dessas viagens ao passado que se descobriu o mais antigo Documento que faz menção a devoção cristã a Nossa Senhora, Mãe Santíssima de Nosso Senhor Jesus Cristo. O Documento data do Século III dC e o conteúdo é bastante revelador.

Em 1917, no Egito, a John Rylands Library de Manchester (Inglaterra) – talvez a biblioteca mais rica de códigos do Novo Testamento – comprou um lote de papiros provenientes, com bastante probabilidade, do Baixo Egipto. Um deles, com dez linhas de texto em grego, mutilado na margem direita e com uma rasgadura no alto à esquerda (com dimensões de cerca de 14 centímetros por 9,5) foi publicado somente vinte anos depois, em 1938. Praticamente, reconhece-se com unanimidade hoje que aquele texto não pode ser datado além do terceiro século: a data mais provável é por volta do ano 250. Encontramo-nos, pois, perante a mais antiga oração mariana testemunhada por um papiro.
A fim de mostrar a importância daquelas antiquíssimas palavras, damos uma tradução delas, que foi possível realizar, integrando o texto onde estava mutilado, graças à liturgia da Igreja copta que, no mesmo Egito de onde provém o texto, continuou a ser utilizado no seu culto, sem interrupção ou qualquer variação.
Eis O texto: “Sob a tua misericórdia nos refugiamos, ó Mãe de Deus [Theotòlae]: as nossas orações não desprezes nas desgraças, mas do perigo livra (nos): tu a única pura e a [única] bendita”.
Pois bem, antes de 1938, excluía-se um culto “oficial” da Virgem Maria anterior ao primeiro Concílio ecuménico, o de Niceia, realizado no ano 325. Depois, quanto ao termo Theotókos (Mãe de Deus), os especialistas negavam que pudesse ter sido utilizado antes da célebre definição do Concílio de Éfeso, em 431. E, pelo contrário, eis que o humilde pedaço de papiro egípcio desloca em quase dois séculos para trás a data de Éfeso, que era citada como se fosse um termo peremptório.
A verdade histórica é: Maria, a partir das palavras empenhadas pronunciadas pelo Anjo Gabriel, foi imediatamente olhada com admiração. E logo a sua intercessão foi invocada por motivo do seu particular vínculo com Cristo: o vínculo da maternidade!
Portanto, quando recorrermos a Maria para a invocar com filial confiança, não nos encontraremos fora do Evangelho, mas totalmente dentro dele.* 

Fica aqui uma observação importante: tanto a leitura do Evangelho quanto a recitação do Terço devem ser MEDITADOS. Muitos cristãos leem o Evangelho e recitam o Terço de forma MECÂNICA. Essa prática de mecanização da leitura do Evangelho e da recitação do Terço de Maria, associada à livre interpretação das Escrituras Sagradas, torna infrutífera a comunicação recíproca entre o ser humano e Deus.


* FONTE DE PESQUISA: A autoria do texto em itálico é do Monsenhor Ângelo Comastri, Vigário-Geral do Santo Padre para o Estado da Cidade do Vaticano. O título do texto é “TEOLOGIA E MAGISTÉRIO – AS ORIGENS DA DEVOÇÃO MARIANA” (Texto acessado no LINK a seguir - http://www.cliturgica.org/artigo.php?id=638#topo)

ALGUMAS ADAPTAÇÕES NO TEXTO FARAM REALIZADAS POR DENIO MEDEIROS DE ARAÚJO.

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